Instabilidade patelar

instabilidade patelar

Instabilidade patelar ou fêmoro-patelar pode ter como sinal a dor na parte da frente do joelho, principalmente ao descer escada, no agachamento e/ou durante a corrida. Saiba como evitar o problema ou enfrentá-lo, se for o caso.

A dor no joelho é algo comum a todos os que fazem atividade física e entre as suas causas, a instabilidade fêmoro-patelar é sem dúvida uma das situações que mais dificultam a prática esportiva, como a corrida. Essa instabilidade é caracterizada por dores especialmente durante trabalhos com carga, ocorrendo nos casos mais graves, luxações da patela, que causam grande limitação de movimentos, saiba mais aqui.

Causas da instabilidade patelar:

As causas relacionadas a instabilidade patelar são as alterações anatômicas presentes nos pacientes sob risco e as lesões traumáticas do ligamento patelofemoral medial ocorridas principalmente nos esportes.

Causas anatômicas:

Além das alterações anatômicas que podem predispor um paciente a ter a instabilidade patelar, as lesões esportivas como entorses podem provocar a luxação da patela. As entorses podem romper o ligamento patelofemoral medial (LPFM), que é o principal estabilizador da patela em sua posição e provocar a luxação. Com a lesão do LPFM, o joelho fica mais propenso a novos episódios de luxação em situações de rotação do joelho que frequentemente ocorrem na prática esportiva e na dança.

Sintomas:

O principal sintoma da instabilidade patelar é a dor na frente (região anterior) do joelho e ocorre principalmente em movimentos na qual a patela é pressionada contra o fêmur, como ao agachar ou correr. Estes movimentos fazem com que os músculos extensores recebam uma força cerca de 3 a 5 vezes maior que o peso do corpo, sofrendo, portanto, grande carga e aumentando a pressão da rótula contra o fémur.

>> Outras causas de dor anterior no joelho

A instabilidade patelar, porém, não se manifesta somente quando há um episódio de luxação. Pacientes com instabilidade patelar sentem insegurança para praticar esportes ou para outras atividades como dançar, uma vez que têm medo que a patela se desloque nessas atividades. Outra sensação presente nos pacientes com instabilidade patelar é a de que a patela “quase” sai do lugar.

Os fatores que levam ao joelho instável, podem ser musculares, articulares ou traumáticos (queda, esforço exagerado), podendo ocorrer em conjunto ou isoladamente. Detectar a verdadeira causa do problema é fundamental para a escolha do tratamento.

Em um episódio agudo de luxação da patela a dor é muito intensa e limitante. Nem sempre é possível se observar a patela fora do seu encaixe normal, já que ela pode sair e voltar espontaneamente em questão de segundos. Porém, em algumas situações, a patela permanece fora de sua posição normal sendo necessárias manobras para colocá-la novamente no lugar.

Diagnóstico:

>> Exame de análise da marcha

O diagnóstico da instabilidade patelar é inicialmente clínico, ou seja, guiado pela história do paciente e exame físico. Os exames de imagem como radiografias e tomografia auxiliam na identificação das causas anatômicas do problema e a ressonância magnética tem lugar para o auxílio diagnóstico das causas anatômicas e sobretudo para a avaliação da cartilagem patelar e troclear que podem estar danificadas como efeito da instabilidade. Além de uma avaliação da marcha para análise dinâmica das possíveis causas osteomusculares.

Tratamento da instabilidade patelar

O programa de tratamento para instabilidade patelar vai depender da causa e da gravidade da lesão. Estudos de eletromiografia (utilizando eletrodos para avaliar a atividade muscular) mostram que a atividade tônica (contração) do músculo vasto medial oblíquo é significativamente diminuída quando o indivíduo tem dor fêmoro-patelar. Portanto, torna-se necessário o tratamento da dor para garantir o fortalecimento necessário deste grupo muscular. Recursos fisioterapêuticos de calor profundo, como o ultra-som e a crioterapia (gelo), são muito eficazes para a melhora da dor local, inflamação e edema.

Fisioterapia e reabilitação

A eletroestimulação (TENS) pode ser usada tanto para a melhoria da dor (analgesia) como para estimular a contração muscular por meio de impulsos elétricos (FES), que proporciona uma contração muscular de forma passiva, ou seja, sem que o paciente necessite de força. Este método não garante ganho de grande força muscular, mas é importante para recrutar a contração de forma isolada, principalmente na fase de dor intensa, em que o paciente não tem condições para realizar sozinho atividades de fortalecimento muscular.

Quando há melhoria da dor, o tratamento visa geralmente o fortalecimento do músculo quadríceps e glúteos, principalmente do vasto medial oblíquo e glúteo médio, alongamento dos músculos posteriores da coxa (isquiotibiais) e do vasto lateral, manipulação látero-lateral da patela, evitando-se atividades que exijam a rotação externa excessiva do joelho.

O treino proprioceptivo (consciência do movimento) e o fortalecimento muscular procuram uma nova capacidade motora durante as atividades, ou seja, trazer um equilíbrio na contração dos músculos vasto lateral e do vasto medial oblíquo, durante as atividades corriqueiras e na corrida.

Tratamento operatório

Na maioria das vezes, o tratamento é conservador para
a instabilidade fêmoro-patelar, ou seja, sem a necessidade de cirurgia, a depender da gravidade e do tempo da lesão. A indicação cirúrgica pode ocorrer após seis meses de fisioterapia sem observar melhoras ou devido instabilidade franca.

Ajuda usar joelheiras?

Tendo sintomas da instabilidade patelar, ao realizar atividades com sobrecarga ou instabilidade sobre o joelho, a utilização de joelheiras é recomendada, pois melhora o contato patelar com o fêmur (na tróclea) e limita a mobilidade patelar, trazendo mais firmeza aos movimentos da patela. Saiba mais aqui.

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